COMO USAR AS PLANTAS – TÉCNICAS DE PREPARO

Fonte: Lelington Lobo Franco

Chá por infusão: São soluções extrativas obtidas da adição de água previamente aquecida sobre o vegetal. Consiste simplesmente em verter água fervente sobre a planta mantendo-a em frasco fechado por 10 a 15 minutos. Empresta-se 5 partes da planta por 95 partes de água. Folhas e flores frescas ou secas.

Chá por decocção: São soluções extrativas obtidas da adição de água fria com a planta vegetal e levadas à fervura por tempo determinado. 2 minutos para folhas e flores, 7 minutos para raízes e caules, 10 minutos para a planta toda. Manter em frasco fechado por 10 minutos. Deve-se cuidar quanto à presença de substâncias termolábeis (que se alteram pelo calor, caso em que seria melhor utilizar a infusão). É muito utilizado este para preparar o chá folhas coriáceas (duras), cascas e raízes. 10 partes da planta para 150 partes de água.

Tinturas: Utilizam-se vegetais secos triturados, imersos em álcool a 70 a 80, a 85 graus GL, sendo que a quantidade de planta pode ser de 10% a 20% de acordo com os grupos químicos.

Xarope: É a forma na qual se emprega 2/3 de peso da planta ou fruto em açúcar ou mel preferencialmente. Coloca-se para ferver, não permitindo o aumento da temperatura superior a 80.ºC. Após solubilizado, filtra-se sobre gaze conservando em frasco âmbar (escuro). Contra-indicado para diabéticos.

Maceração: Amassar a erva e colocar em água.
7h para folhas e flores.
12h para raízes e cascas.
24h para a planta toda.

Loção: São líquidos aquosos, soluções coloidais, emulsões e suspensões, de acordo com a solubilidade do fármaco destinado e aplicações sobre a pele. Exemplo: prepara-se o chá e adiciona-se ¼ de álcool (3 xícaras de chá e 1 de álcool).

Cataplasmas: São formas constituídas por massa úmida e mole de materiais sólidos. Compõe-se de pó, farinhas ou sementes diluídas em cozimento ou infusão de plantas até adquirirem consistência de uma pasta. A planta medicinal pode ser incorporada por trituração à pasta mole. Aplica-se quente, morna ou fria entre 2 tecidos, para reduzir a inflação ou exercer ação revulsiva.

Compressas: São feitas com pedaços de pano limpo, algodão ou gaze embebidos em chá ou sumo de plantas aplicadas quentes ou frias no local afetado. Renova-se freqüentemente. Uso externo.

Alcoolatura: São preparações contendo planta fresca em álcool a 92º submetida a maceração por 10 dias em frasco fechado – geralmente a relação entre o vegetal e o álcool é de 1.1 a 1.2.

Elixires: São líquidos hidroalcoólicos, adicionados, destinados ao uso oral contendo, geralmente, glicerina, sorbital ou xarope simples.

Sumo: Obtém-se o sumo triturando a planta fresca e extraindo da parte sólida o líquido que é liberado.

Encapsulados: São ervas secas trituradas em pó e embaladas em cápsulas.

Inalação: Prepara-se colocando água fervente sobre as folhas previamente picadas em um recipiente, com a finalidade de aproveitar a ação dos óleos voláteis contidos na planta, inalando-se os vapores.

Emplastros: São preparações que possuem grande força aderente destinados a uso externo. Podem ser empregados com substâncias medicamentosas entre as quais os extratos, as tinturas, os infusos, etc., e utilizar diretamente sobre a lesão.

Pós-medicamentosos: São obtidos da planta seca, triturada e peneirada. Devem ser conservados em vidro âmbar (escuro) com tampa de cortiça preferivelmente. Seu prazo de validade é de apenas três meses.

Ungüento: Prepara-se com o sumo de erva ou chá mais forte misturado em óleo vegetal. Aplicação externa.

Linimento: São preparações líquidas contendo geralmente óleos ou álcoois, que se destinam à aplicação cutânea por fricção. Podem ser incorporadas plantas específicas com o objetivo de serem friccionadas.